“o acaso vai me proteger…”

 

Antes me preocupava demais, hoje penso menos.Tentava ter em minhas mãos todos os tipos de certeza que não se pode ter e o cérebro com suas bilhões de possibilidades tentava achar uma saída no futuro, o tempo foi me mostrando que não há respostas no futuro, talvez consiga algumas no presente ou ainda só consiga realmente saber quando já estiver no passado.

 

Quero ser o melhor que eu posso, nada mais que isso, sem competições inúteis com pessoas que não sentiram a minha dor e, portanto, não sabem nada sobre como é estar na minha pele. As dores das decepções já não doem com tanta freqüência, faço questão de não sofrer o mais que necessário e nunca é necessário, sempre é perca de tempo.

 

O tempo sempre está rodeando minha mente como um aviso que tudo voa a velocidade da luz e a festa está para acabar, mas enquanto isso não acontece, vou bebendo mais uma dose apreciando a paisagem ao redor e vivendo do amor ou da desilusão que só quem vive intensamente pode sentir.

 

Como eu sentia a dores da vida! Sofria por ele, por ela, por nós, por aqueles que nem sabia direito quem eram, isso me secava a alma, ardia o coração. Não quero ter este peso em minhas costas, não quero ter que lidar com conversas intermináveis, brigas dramáticas, choros compulsivos, ser ‘drama queen’ só funciona em filmes hollywoodianos, e neste caso não há este talento em minhas veias.

 

Perdi em algum lugar do caminho o sentimentalismo barato que me fazia jorrar as lagrimas da insensatez e surgiu um racionalismo de que tudo passa e o que vai sobrar mesmo é a diversão, as boas lembranças de ‘’um sonho bom’’, não quero todas as respostas, não quero o mapa do caminho, não quero o “felizes para sempre”, seria muito chato, previsível demais, cansativo demais.

 

É obvio que haverá dor, lagrimas e drama, mas por que não ser o menos possível? O dia a dia já é tão macerrante, com seus problemas stressantes  quem nos queimam as víceras, o ar das escolhas que podemos fazer podem nos trazer boas surpresas com incontáveis historias para contar, então que venha o inesperado sem muitas explicações, para que o acaso nos complete.

 

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