Mundo dos fracos

 

Você já teve uma raiva contida por viver?! Viver milhares de pequenas inconsciências do dia a dia, particularidades do cotidiano urbano que nos atravessam o peito, nos fazendo xingar no transito, nos irritar com que mais amamos e cometer besteiras desnecessárias?

 

Passo por isso, quase todos os dias, e sempre busco significados para estas ações impensadas, falta de alimentação adequada, tomo vitaminas, falta sono, durmo o fim de semana inteiro, falta aliviar o stress, saio a noite, mas nada tem haver com as circunstancias, é algo mais complexo, mais profundo que atravessa a alma e imerge os sentimentos mal resolvidos.

 

Todos temos sentimentos mal resolvidos, e quem os negam precisam ainda mais, mas na nossa geração, não há lugar para os defeitos, para deformação social, para inconstância emocional, o mundo é dos mais fortes e dos melhores.

 

Quem conta a primeira mentira é quem vai contar a verdade, então nada mais obvio do que mascarar suas pequenezas, e mostrar ao ‘mundo’ exterior sua magnitude, a imensa superioridade existente em um corpo que não espera por sua decomposição, mas é fatal em sua validade, homens que hoje são juizes e que não conversam com seus entes queridos, até pouco tempo atrás tinham medo de escuro e dormiam afavelmente com seus pais para dissipar seus monstros internos, hoje são monstros gélidos para o mundo que os cercam. Estes que estão em uma posição social de destaque, continuam a horrorizar seus entes com opressões e perturbações que criam draumas, guerras em seus nichos para validar seus egos doentes e ávidos por atenção.

 

O que eles não sabem é que com estas atitudes quase infantis de auto afirmação, não os deixam crescer, como diz um grande pensador: “…O que define a nobreza de um ser humano é a sua capacidade de enxergar sua pequenez…”.

 

1 Comentário »

  1. Diego S.R. Said:

    Não é possível esquecer-se de si mesmo

    Mais um dia e mais nada,
    só a certeza da solidão em meio ao mundo,
    cheio de pessoas e vazio de sentimento,
    onde, ficou todo aquele amor ?
    antes impagável…
    O que fizeram com todas as certezas da vida ?
    Devem ter se perdido com a ingenuidade. O que ?
    Agora, e agora ? João, José, Maria, Madalena ?
    São tantas as perguntas e tão poucas as resposta,
    ainda assim, satisfatórias ! menos ainda, e pouco
    duradouras.
    Sobrou o caminhar para lugar algum, de comum,
    só o fardo na alma. Das costas penetrou até chegar
    a essência do ser, e agora faz parte sem nem ao
    menos saber, e para que ?
    Quem sabe ! deve ser para suportar quando a mão
    amiga virar-lhe de costas, indagando a beleza da
    própria palma.


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