Sou melhor agora

Sou hiperativa

Não consigo conter a energia que transborda de mim

E isso pode incomodar,

Mas quer saber?

Sou melhor agora

Fecho os olhos e vejo tudo em fração de segundos

Como em um filme barato

E gosto do que passou porque me fez o que sou hoje

Até as lagrimas que derramei.

 

Hoje não sinto nada.

 

Parece que tudo acontece com outra pessoa,

Vejo através de uma vitrine

Poucos fazem parte do que realmente me importo

E de alguma maneira isso é bem triste.

Saber sobre o que mais importa é o mais importante

Os outros não interessam mais.

Cansei de perdoar, relevar e agora o melhor é esquecer.

 

Continuo pensando freneticamente

Sobre como vou superar a vida avassaladora na outra vida

Deus vai limpar meu HD para eu me esquecer do lixo desnecessário?

Ou não vai mais doer todas as confusões sentimentais pelas quais vivi?

Detesto teorias absurdas sobre a superioridade de condutas separatistas

Como se ser raso e restrito fosse qualidade a ser considerada.

Já comecei com outro assunto…

 

Espero que meus filhos vivam em um mundo melhor, Amém.

 

Antes que eu perca a coragem

 

Preciso escrever rápido senão perco a coragem

Mozim, mozão e benhê…

Um sonoro e estridente “te amo” pra a galáxia ouvir nunca foi a minha cara

Sou mais de sentir do que de dizer (ele também).

Não há problema em discursos sentimentais, mas,

Há muito a se sentir e muito a se fazer

Que as palavras se tornam irrelevantes.

Sou a versão feminina do seu olhar,

O quanto já passamos juntos?

Quantas barras já seguramos e som nenhum foi ouvido?

O que importa o que fizemos, bebemos, usamos e sentimos?

O que importa o tempo que se passou?

Eu sei onde posso repousar e ele também sabe que estou aqui,

Então, é quase cômico quando perguntam sobre nós porque esta tudo contido

E eles não precisam saber do nosso mundo particular, é mais legal eu não sabiam

(e nem dimensionem). Não é preciso outdoor.

O caminho nos trouxe até aqui e isto já basta, a jornada foi longa e o amanha não existe.

A platéia é ilusória e o dia a dia árduo, as conquistas compartilhadas.

Me apaixonei pelo meu melhor amigo, meu maior algoz.

Por isso, o mais próximo do clichê que quero chegar é

Que Deus nos fez nós e isso é muito bom!

“o acaso vai me proteger…”

 

Antes me preocupava demais, hoje penso menos.Tentava ter em minhas mãos todos os tipos de certeza que não se pode ter e o cérebro com suas bilhões de possibilidades tentava achar uma saída no futuro, o tempo foi me mostrando que não há respostas no futuro, talvez consiga algumas no presente ou ainda só consiga realmente saber quando já estiver no passado.

 

Quero ser o melhor que eu posso, nada mais que isso, sem competições inúteis com pessoas que não sentiram a minha dor e, portanto, não sabem nada sobre como é estar na minha pele. As dores das decepções já não doem com tanta freqüência, faço questão de não sofrer o mais que necessário e nunca é necessário, sempre é perca de tempo.

 

O tempo sempre está rodeando minha mente como um aviso que tudo voa a velocidade da luz e a festa está para acabar, mas enquanto isso não acontece, vou bebendo mais uma dose apreciando a paisagem ao redor e vivendo do amor ou da desilusão que só quem vive intensamente pode sentir.

 

Como eu sentia a dores da vida! Sofria por ele, por ela, por nós, por aqueles que nem sabia direito quem eram, isso me secava a alma, ardia o coração. Não quero ter este peso em minhas costas, não quero ter que lidar com conversas intermináveis, brigas dramáticas, choros compulsivos, ser ‘drama queen’ só funciona em filmes hollywoodianos, e neste caso não há este talento em minhas veias.

 

Perdi em algum lugar do caminho o sentimentalismo barato que me fazia jorrar as lagrimas da insensatez e surgiu um racionalismo de que tudo passa e o que vai sobrar mesmo é a diversão, as boas lembranças de ‘’um sonho bom’’, não quero todas as respostas, não quero o mapa do caminho, não quero o “felizes para sempre”, seria muito chato, previsível demais, cansativo demais.

 

É obvio que haverá dor, lagrimas e drama, mas por que não ser o menos possível? O dia a dia já é tão macerrante, com seus problemas stressantes  quem nos queimam as víceras, o ar das escolhas que podemos fazer podem nos trazer boas surpresas com incontáveis historias para contar, então que venha o inesperado sem muitas explicações, para que o acaso nos complete.

 

Com vc tudo é mais

É tão intenso que até um cego vê o que temos quando estamos juntos

Estava tudo dormente antes de vc chegar

Mas agora é como se nunca tivesse partido,

As veias pulsam sorrateiramente mais rápido com sua presença

Os pensamentos viajam sem nenhum aditivo

As horas passam em anos luz.

 

Porque com vc é tudo mais

Vivo, absurdamente eficaz, vamos direto ao ponto

em curvas acentuadas e sem freios.

Somos seres sem medo e sem mascaras.

 

Espero como a moça da janela por vc

Uma palavra, um som, um beijo,

Quero ter o romance mais clichê

A risada mais sonora, à noite mais fulgaz.

Porque não termos juntos!?

Esta oportunidade é certamente preciosa.

 

Porque com vc é tudo mais

Complexo, as palavras são violentamente instigantes,

As conversas ultrapassam o nível médio

E transcendemos no mais fundo de nossa alma.

 

A história ainda está pela metade

E temos muito ainda a conquistar

Nossas armaduras serão muito mais fortes se permanecermos aqui

Porque vc é minha alma refletida no espelho

Com seus maiores defeitos eu aprendi a viver

Por causa das suas maiores qualificações nunca deixei de sentir.

 

Porque com vc tudo é mais.

 

Novo

A gente acha que, por já ter jogado uma ou duas vezes, pega experiência. PAPO.

Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar. No entanto, acumulam-se teias de aranha naqueles cantos da nossa alma que a gente tem medo de mexer. Sempre tive medo de mudar a ponto de não me reconhecer em escritos antigos, espelhos empoeirados. Então eu volto ao estado inicial, aquele de anos atrás. A gente sempre acaba voltando pro cassino. Mas o jogo é outro, mais difícil, imprevisível e com uma aposta mínima que a gente simplesmente não tem como pagar. É o mundo ensinando a gente que ainda não deixamos de ser os adolescentes cheios de dúvidas que éramos. A diferença é que somos maiores que outrora, e em nossas cabeças há ainda mais espaço para mais e mais questionamentos. Quanto mais claro fica para mim a noção do que é certo, mais meus pés apontam para o obscuro caminho do absolutamente desconhecido.

Não posso dizer que não gosto. Mas também não direi que tem sido simples. E o que é simples, aos vinte-e-tantos anos?

A gente se sente velho demais para jogar tudo pra cima e fugir. A gente se vê jovem demais pra dar o próximo passo sem olhar pra trás. Então a gente fecha os olhos e caminha até cair. A cada vez que ergo meu corpo, percebo nos pés descalços a textura de um novo chão, na pele o toque de um vento que vem de outro lugar, e que traz consigo outros aromas. Um deles, em especial, me captura o olfato, prendendo-me numa não-intencional caçada sem espingarda em punhos. É o momento em que meu peito pode ser perfurado pela mais insignificante flecha de papel.

 

por romanceemapuros.

 

Erga seu copo!

Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja a seu lado seu grande amor

Vamos comemorar o que ainda há de vir!

Passou

Porque somos tão inevitavelmente diferentes?

Somos tão jovens,

Tão fugazmente incoerentes com nossas verdades absolutas

E ainda com nossas armas em punho

Queremos outra guerra de emoções,

Mas não estamos na mesma batalha, estamos!?

Refiz o que tinha desmanchado,

E compus uma musica sobre aquela dor

Que ajudou o tempo a passar,

Transformei em uma versão rude de mim mesma

Com algumas doses a mais de álcool consegui sobreviver

Sou melhor hoje quando estou só.

Quero sentir aqueles sentimentos novamente

Mas como fazê-lo?

Parecemos desconhecidos em uma reunião de negócios

Com um constrangimento feroz que emudece os meus pensamentos

E me faz ficar cada vez mais longe de você.

O nosso tempo passou.

”Eu prefiro ser…”

 

As vezes é necessário ir contra corrente,

O melhor pode estar na verdade da incerteza de não saber quem é

Do que ter todo o plano traçado sem nenhuma surpresa

Para quê realmente serve a coerência?! Quando se pode ser sincero?

Cansei de ter a melhor escolha, o educado silencio

Quero a nota mais alta, o mais adorável sabor, quero o que posso ter!

E no final pedirei as respostas a quem sabe todas as perguntas,

Ele sabe e me dirá restritamente o que preciso saber.

O caminho que escolho provavelmente não é o melhor

Mas me divirto na estrada,

E a misericórdia virá sobre mim, eu acredito!

Enquanto isso, experimento em doses a vida que me foi concedida

E as pessoas que passam à minha frente serão parte do que me tornarei.

Dia dos mortos

PARA CELEBRAR O DIA DOS MORTOS,

UMA AMOSTRA QUE RELACIONAMENTOS TAMBEM MORREM…

 

 

 

Mundo dos fracos

 

Você já teve uma raiva contida por viver?! Viver milhares de pequenas inconsciências do dia a dia, particularidades do cotidiano urbano que nos atravessam o peito, nos fazendo xingar no transito, nos irritar com que mais amamos e cometer besteiras desnecessárias?

 

Passo por isso, quase todos os dias, e sempre busco significados para estas ações impensadas, falta de alimentação adequada, tomo vitaminas, falta sono, durmo o fim de semana inteiro, falta aliviar o stress, saio a noite, mas nada tem haver com as circunstancias, é algo mais complexo, mais profundo que atravessa a alma e imerge os sentimentos mal resolvidos.

 

Todos temos sentimentos mal resolvidos, e quem os negam precisam ainda mais, mas na nossa geração, não há lugar para os defeitos, para deformação social, para inconstância emocional, o mundo é dos mais fortes e dos melhores.

 

Quem conta a primeira mentira é quem vai contar a verdade, então nada mais obvio do que mascarar suas pequenezas, e mostrar ao ‘mundo’ exterior sua magnitude, a imensa superioridade existente em um corpo que não espera por sua decomposição, mas é fatal em sua validade, homens que hoje são juizes e que não conversam com seus entes queridos, até pouco tempo atrás tinham medo de escuro e dormiam afavelmente com seus pais para dissipar seus monstros internos, hoje são monstros gélidos para o mundo que os cercam. Estes que estão em uma posição social de destaque, continuam a horrorizar seus entes com opressões e perturbações que criam draumas, guerras em seus nichos para validar seus egos doentes e ávidos por atenção.

 

O que eles não sabem é que com estas atitudes quase infantis de auto afirmação, não os deixam crescer, como diz um grande pensador: “…O que define a nobreza de um ser humano é a sua capacidade de enxergar sua pequenez…”.

 

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